Cozinha afetiva: o que é e quais são os segredos

Sabe aquele restaurante que faz a comida com gosto e cheiro da casa da vó? Que te transporta para uma época mais simples e tranquila da vida? Ele provavelmente é um adepto da cozinha afetiva, uma das tendências mais populares na gastronomia.

Cozinhar é uma arte que envolve muito mais do que habilidade e bons ingredientes. Mesmo os chefs renomados, que dominam as técnicas mais apuradas, sabem que o apelo emocional é muito forte na culinária. Muitas vezes, gostamos de um prato sem sequer saber explicar o porquê. 

Explorar os sentidos e as emoções das pessoas pode ser uma ferramenta poderosa na mão de quem cozinha profissionalmente. Existem restaurantes totalmente voltados para essa lógica, criando não só pratos que remetem a algo bom, mas estabelecendo um clima acolhedor no ambiente, que faz com que o cliente se sinta em casa.

Mas será que é difícil implementar as táticas da cozinha afetiva em um restaurante? Como despertar as emoções do consumidor de uma forma genuína? 

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Explorando as emoções

A cozinha afetiva é uma derivação do conceito de comfort food (comida confortável, em tradução livre) que existe desde o século XX, mas ganhou popularidade no início dos anos 2000. Com a rotina corrida das grandes cidades, o ato de se alimentar se tornou algo mais útil do que prazeroso. Mais necessidade do que um prazer. Lanches rápidos substituíram o almoço caloroso com a família e com os amigos. 

Para fugir dessa mecanização das refeições, muitos estabelecimentos passaram a apostar no conceito de comfort food, investindo não só o aspecto nutricional dos alimentos, mas também na sua capacidade de dar prazer, conforto, bem-estar. 

Quem trabalha com esse conceito pode explorar diversas emoções, desde as mais comuns, até as específicas e complexas. 

É possível explorar o conforto físico (refeições saudáveis e/ou que geram disposição), a conveniência (alimentos saborosos e fáceis de fazer), indulgência (prazer pelo prazer, comidas mais doces ou gordurosas) e principalmente a nostalgia, que é a emoção que mais se relaciona com o conceito de cozinha afetiva.

O poder da nostalgia

Muitos restaurantes levam prazer ao cliente emulando o clima de almoço de família. Comida caseira, com temperos simples, com um toque de regionalidade… até mesmo a decoração do estabelecimento pode contribuir para o sentimento de nostalgia, que resgata nos clientes a mesma emoção das refeições da infância.

De acordo com a pesquisa Taste Charts Latam, da empresa Kerry, que avalia o gosto dos consumidores na América Latina, 57% dos brasileiros acreditam que os produtos alimentícios de antigamente eram melhores que os de hoje. Ou seja, há uma demanda no mercado por esse “resgate” da cozinha tradicional.

Em grandes cidades, a culinária nostálgica tem um forte apelo, especialmente para quem vem de cidades do interior e sente saudade da comida “de casa”. Para muitos, é uma oportunidade de abstrair a rotina corrida, sentar em um bom restaurante e aproveitar uma refeição calorosa, carregada de afeto.

Implementando elementos da cozinha afetiva

Levar conceitos da cozinha afetiva para o seu negócio é uma tarefa que exige atenção aos detalhes. As receitas, o tempero, a decoração, o atendimento… tudo contribui para uma experiência prazerosa ou não para o cliente.

Porém, apesar da necessidade de planejamento, é importante ressaltar que o feeling é o elemento essencial da cozinha afetiva. É preciso ter repertório e vivência para gerar esse sentimento de pertencimento nas pessoas. Chefs que conseguem levar sua experiência pessoal para a cozinha são os mais bem-sucedidos neste mercado. 

Para levar a cozinha afetiva para o seu negócio, é importante:

  • investir em ingredientes locais e orgânicos, que dão personalidade à comida;
  • apostar em receitas com um estilo mais caseiro, que são semelhantes ao que é feito nos almoços de família;
  • implementar aspectos culturais e/ou regionais na culinária, de forma natural;
  • criar um ambiente acolhedor, tanto no atendimento quanto na decoração e na disposição da mesa do cliente.

Acima de tudo, é importante lembrar que são as relações humanas que constroem a cozinha afetiva. Remover a frieza e a impessoalidade da equação é essencial para o sucesso dessa estratégia. Nem sempre é necessário remeter à comida da avó, mas sim trazer de volta o conforto que as pessoas não encontram no almoço do dia a dia.

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